O Inter precisa vencer para não entrar no Z4

rothNeste domingo a possibilidade de o Internacional entrar na zona de rebaixamento é muito grande. A fase de insucessos já soma 13 jogos sem vitórias e incrivelmente o time colorado ainda não entrou no chamado Z4. Mas desta vez, ou vence o Sport ou a possibilidade é muito concreta. Cruzeiro e Vitória-BA estão atrás na tabela e ambos vão jogar em casa contra adversários fracos, respectivamente Santa Cruz e América-MG, os dois últimos colocados na competição. Tudo indica que ambos vençam e façam três pontos. Ou seja, isto se confirmando, mesmo que empate em Recife, o Colorado entraria na zona de rebaixamento.

Curiosamente, Inter e Santa Cruz, que hoje estão no rodapé da tabela, foram campeões estaduais em seus estados e chegaram a liderar o Brasileirão. Os dirigentes colorados custaram a perceber que se tratava de uma situação absolutamente irreal. O Inter nunca mostrou um futebol que justificasse a sua liderança e ganhou um campeonato gaúcho muito mais perdido pelo Grêmio do que qualquer outra coisa.

O roteiro da queda se repetiu em vários fatores. A chegada de novos dirigentes e, é claro, a contratação de Celso Roth. Fernando Carvalho, Newton Drummond e Ibsen Pinheiro foram chamados para dar respaldo ao novo comandante técnico. A questão é que futebol é muito mais do que isso. Pode funcionar, mas nada acontece de uma hora para outra. Roth tem seus méritos, mas esta mania brasileira de escolher um salvador definitivamente não funciona.

Evidente que na minha posição de jornalista esportivo gaúcho, não desejo a queda do Inter para a segunda divisão, mas uma análise desprovida de qualquer sentimento regional e baseada apenas em fatos concretos me faz dizer que neste momento a tendência natural é de rebaixamento para o Inter. Foram muitos erros, já os citei inúmeras vezes, mas não me custa nada repeti-los.

Píffero foi candidato sem nenhum projeto, ao melhor estilo José Ivo Sartori. Não tinha treinador e nem vice de futebol. A chapa derrotada de Marcelo Medeiros anunciou que Abel Braga seria mantido com Roberto Melo comandando o futebol. Os sócios preferiram a loteria. Pagaram pra ver e se deram muito mal. Nada diferente dos gaúchos que elegeram um governador sem nenhum projeto e hoje vivemos um estado de sítio com pessoas sendo assassinadas em todos os lugares e a bandidagem dando as cartas no estado.

Píffero venceu a eleição e tinha uma Libertadores em trinta dias. Afirmou que não contrataria um técnico estrangeiro, mas nomeou um vice de futebol que apostou no uruguaio Diego Aguirre. O Inter foi campeão gaúcho e mesmo não vencendo a Libertadores, foi o melhor brasileiro entre todos na competição, chegando até a semifinal. Foi demitido na semana GreNal e o resultado foi o Inter tomando um histórico 5 a 0.

Contratou Argel Fucks, um treinador que não tinha nenhuma condição para comandar o Inter, sem falar na sua filosofia de futebol, totalmente contrária ao DNA colorado. Durante alguns meses, o Leicester, da Inglaterra, foi a referência no vestiário colorado. Retranca e contra-ataques passaram a ser referenciais colorados, contrariando toda a tradição histórica do clube.

Depois de cinco derrotas e um empate em sequência, veio Falcão, sem nenhum apoio no departamento de futebol. Foram cinco jogos até ser foi demitido. Píffero pediu socorro a Fernando Carvalho que voltou ao clube outra vez com Celso Roth.

Resumindo, nenhum planejamento, nenhuma filosofia de futebol, tudo no improviso, feito às pressas, em cima da perna, logo, não me surpreenderá se o Inter cair para a segunda divisão.

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